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ARMÊNIA 2010 - Ano X, nº 200


10/2/2010  

Motivado por suas visitas à Armênia, o Pastor Aharon Sapsezian passou a acompanhar pelos veículos de comunicação, a evolução dos acontecimentos na recém-criada República da Armênia, em 1991, e enviar aos amigos e conhecidos, os relatos que interessaram a muitos dos seus leitores, armênios e brasileiros, fato que narra nas páginas finais de suas “Memórias de um Brasarmênio”, publicado em 2008. Diz ele:

“Foi assim que no ano 2000, surgiu a idéia de sistematizar esses envios criando o Informativo ARMÊNIA. A Zabel me deu apoio e juntos lançamo-nos nessa nova e original empreitada. A princípio era uma simples página mensal que enviávamos a algumas dezenas de destinatários em São Paulo. Intensifiquei meu interesse, garimpei novas fontes de informação, estudei projetos similares que conhecia na Europa, fui aumentando o cabedal de dados disponíveis e me animei a ampliar o conteúdo do Informativo e dar-lhe um critério editorial mais preciso. O número de interessados foi aumentando, a lista dos destinatários se alongando e hoje são cerca de 260, a maioria em São Paulo e alguns em outras cidades brasileiras e até no exterior. Tenho vários amigos brasileiros vivendo na Suiça que o recebem com satisfação. Aumentamos para três o número de páginas e o transformamos em bimensal. A partir do segundo ano, acrescentamos uma seção consagrada à Diáspora. O processo de produção era padronizado: eu ia anotando sumários de fatos, dados e eventos que lia na mídia armênia e, a cada duas semanas, passava um dia inteiro no laptop redigindo o texto, de não mais que um parágrafo sobre cada tópico de interesse. Passava tudo à Zabel que lia e relia o texto, limpando-o de erros, redundâncias e palavras inúteis, e o despachava sem mais. Assim funcionou o Informativo ARMÊNIA durante sete anos. Até o dia em que, imprevisivelmente, a saúde me traiu. A velhice risonha, que celebro nesta ode, mostrou-me sua outra face. Face que eu sabia existir, mas que procurava ignorar. Tive de parar tudo, viagens, aventuras, e também o Informativo.
Depois de um lapso de vários meses, ocorreu-me procurar alguém que assumisse a continuidade da publicação. Pensei em vários nomes, e não tardei muito a decidir. Sondei a nossa antiga amiga Sossi Amiralian, de São Paulo, e ela aceitou. A Sossi não é novata em assuntos armênios. Crescemos juntos no seio da mesma Igreja Evangélica Armênia de São Paulo; sua tese de doutorado em letras pela USP foi sobre a poetisa armeno-argentina Alicia Ghiragossian e, durante vários anos, ela integrou a equipe de professores do Departamento de Estudos Armênios daquela universidade.
Com algumas dicas da parte da Zabel, a Sossi assimilou os procedimentos necessários e, em pouco tempo, o Informativo ARMÊNIA voltou à vida, para alívio meu e, creio, satisfação dos seus 260 leitores.” (Transcrição das p. 353-354) – (S.A)

LOUVOR AOS FUNDADORES DO INFORMATIVO ARMÊNIA

Não poderia deixar de registrar nesta 200ª edição do Informativo ARMÊNIA, minha palavra de louvor ao casal pastor Aharon e Zabel Sapsezian, pela feliz iniciativa que tiveram há 10 anos passados, em criar um boletim sobre assuntos armênios, tão necessário aos falantes de língua portuguesa, quer no Brasil, quer no exterior. Reconheço perfeitamente todo empenho dispensado à pesquisa das noticias nas mais variadas fontes internacionais, na seleção dos temas, na redação e organização dos textos, na formatação e distribuição aos leitores inscritos, que hoje perfazem 260. É oportuno mencionar que me alegro em ter sido merecedora de dar continuidade às publicações do Informativo, desde setembro de 2006, às quais me dedico com igual esforço e interesse. Quero aqui destacar que o casal não deixou de dar apoio ao meu trabalho e o Pastor Aharon colabora, com frequência, nas edições que publico, através de notícias oportunas e relevantes, interpretadas com visão crítica e ponderada, postura que tem conferido ao Informativo ARMÊNIA confiabilidade e apelo para se pensar a realidade com a seriedade que ela requer. (Sossi Amiralian – editora e redatora)

PARABÉNS AO NOSSO “ARMENIAN CONNECTION”

O grande e inegável mérito do INFORMATIVO ARMÊNIA reside em sua idéia de origem. Ao surgir, veio ao encontro de um anseio de nossa comunidade, preenchendo um enorme vazio de comunicações sobre os fatos relacionados à Pátria-mãe e à Diáspora. Particularmente, sentia-me, antes disso, jejuno de informações, comentários e ensinamentos, que sempre considerei importantíssimos, até mesmo para poder vivenciar plenamente minha condição de brasarmênio. Tornou-se essencial sua leitura, ao longo desses bem sucedidos dez anos de existência, encontrando seu ponto culminante nos últimos meses, com a abertura do “Fórum de Debate sobre os Protocolos”, em boa hora promovido pela incansável Sossi Amiralian, digna e brilhante sucessora do douto Rev. Aharon Sapsezian, criador da publicação, do qual tivemos a honra de participar.

Penso que a aglutinação em torno desse tema – fato que, de resto, ocorre em toda Diáspora – estabeleceu um elo de união entre todos os descendentes de armênios, como jamais se viu. Diríamos, mesmo, que se trata de um fenômeno que poderíamos chamar de “A globalização da Diáspora Armênia”. Assim, é nesse novo contexto que avulta a importância de nosso indispensável Informativo Armênia, no sentido de acompanhar, divulgar e comentar, como vem fazendo à perfeição, o desenrolar dos acontecimentos, especificamente no concernente ao processamento dos Protocolos. Ao formular efusivos cumprimentos e augurar longa vida de êxitos - o que creio fazer em nome de todos os privilegiados leitores – desejamos também expressar nosso reconhecimento pelo admirável trabalho e pelo elevado nível cultural mantido ao longo desses dez anos de profícua existência. (Elias Katudjian, advogado)

ACOMPANHO O INFORMATIVO HÁ BASTANTE TEMPO

Acompanho o Informativo há bastante tempo e faço questão de te parabenizar pelo ótimo trabalho de editoria – claro que, pelo que já percebi, sob o tacão implacável do Aharon, um c.d.f. da Teologia. Minha sugestão principal é que o Informativo passe a reproduzir imagens (fotos, ilustrações e gráficos) – selecionadas e com parcimônia. É uma providência simples, que enriqueceria muito o conteúdo dos textos.


Outra é que de vez em quando fossem realizadas entrevistas com armênios de destaque em qualquer aspecto – poucas perguntas, respostas sucintas. Podem ser feitas facilmente por e-mail.
Coloco-me à disposição para qualquer tipo de colaboração em relação a pautas e textos. Grande abraço, Minas. (Minas Kuyumjian – jornalista e escritor)

PASSEI A SER LEITOR ASSÍDUO DO INFORMATIVO ARMÊNIA

"Tive a grata satisfação de conhecer Sossi Amiralian no Curso de Armênio da Faculdade de Letras da USP - Universidade de São Paulo. Assisti, inclusive, sua excepcional defesa de tese de Doutorado sobre a obra da poetisa "Alícia Ghiragossian - Uma armênia na América". Mais recentemente, passei a ser leitor assíduo do Informativo Armênia, órgão de divulgação da cultura e das coisas armênias a todos os interessados, fundado pelo pastor Aharon Sapsezian e sua esposa Zabel, que outorgaram à Sossi a responsabilidade de continuar com as publicações, desde setembro de 2006. E como existem interessados nessas leituras... Prova disso é que ela gentilmente divulgou um artigo de minha autoria intitulado "O último armênio em Bangladesh" e a repercussão foi enorme. Só posso parabenizá-la nesta ocasião dos 10 anos de vida do Informativo Armênia e que eles sejam multiplicados. Enquanto o Informativo existir, ela terá em mim um leitor assíduo e um admirador". (Paulo Pandjiarjian, jornalista)

PROMOVENDO E DIVULGANDO ASSUNTOS ARMÊNIOS

Prezada Sossi: Receba meus votos de um Feliz 2010 e que você continue promovendo e divulgando assuntos do interesse de nossa coletividade.
(Jorge Kevork Der Harutiunian, Diretor Adm/Financeiro)

GOSTEI MUITO DO TEXTO QUE VOCÊ ME ENCAMINHOU

Oi, Sossi, como vai? Gostei muito do texto (sobre os Protocolos) que você me encaminhou e tomei a liberdade de repassar aos componentes do meu grupo de trabalho da pós-graduação em Direitos Humanos. Se você puder me encaminhar mais, fico agradecido. Aliás, gostaria muito que você me incluísse nesse grupo de leitores.
(Paulo André Aguado, Chefe de Gabinete da Secretaria de Relações Institucionais – SP)

FASCÍNIO PELAS NOTÍCIAS ARMÊNIAS

Desde minha tenra infância, aprendi a valorizar e a respeitar a Cultura Armênia. Os testemunhos vivos de minhas avós e dos meus pais contribuíram, e em muito, para despertar meu interesse pela terra dos meus antepassados. O que me fascina é poder ainda hoje, através do Informativo Armênia, ter acesso direto a notícias e informações tão preciosas e atuais da nossa querida Armênia! (Beatriz Kuyumjian Lane, assistente social - consultoria e treinamento)

AGLUTINANDO OS ARMÊNIOS DO BRASIL

Estimada Sossi: Agradeço seu trabalho de editar com regularidade o Informativo Armênia, coisa que fazia falta na nossa comunidade, e tenho esperança que seja um meio de aglutinar os armênios do Brasil. (Alberto Abrikian)



RESGATANDO MINHA ARMENIDADE

Desde o boletim primeiro, enviado por Aharon e Zabel Sapsezian, eu lia e relia, com muito respeito, os vários artigos daquele periódico e, depois, arquivava seus números, formando um verdadeiro compêndio do Informativo, como se fosse um acervo da Armênia. Posteriormente, quando a responsabilidade do Informativo foi passada para minha irmã Sossí Amiralian, senti-me ainda mais integrada no âmbito da realidade armênia. Isto porque, quando artigos estão sendo cogitados ou preparados por ela, muitas vezes, com o seu alerta, debatemos sobre a essência de alguns assuntos, quanto à sua autenticidade e veracidade, para que o leitor possa assimilar e inteirar-se dos fatos relatados, a contento. Assim, vi-me ao longo desses anos, ser também uma hairenasser – patriota armênia – hibernada - sensação esta que antes eu mesma desconhecia, motivo porque estimulada pelos movimentos que o Informativo Armênia tem provocado a nós leitores, extensivos à comunidade, resultaram na união e participação nos mais variados encontros de nossa Diáspora, haja vista a repercussão do Fórum dos Protocolos. FELIZ ANIVERSÁRIO! (Sonia Amiralian, advogada)

EM ARES BANDEIRANTES, A ADMIRAÇÃO PELOS ARMÊNIOS

Quando criança, ouvia dizer que minha terra natal, Campo Grande, no sul de Mato Grosso, era uma “ilha de turcos cercada de japoneses por todos os lados”. Por “turcos” entendia-se os povos árabes e armênios em geral, como libaneses, sírios, turcos, palestinos e armênios que se fixaram no centro da cidade, vocacionados para o comércio.”...”Minha memória afetiva construiu-se assim, observando a cidade como um quebra-cabeças de povos, costumes e amizades”...”Pelos olhos do meu avô, segura por suas mãos, atravessando ruas, percorrendo campos e casas, logo comecei a reconhecer os armênios, aqueles cujos nomes terminavam em “ian”. Meu avô me falou da Armênia...tomado de temor explicou sobre o genocídio...da diáspora gigantesca pelo mundo de descendentes que fugiram das perseguições e tomaram rumo de países como França, Estados Unidos, Argentina, Brasil e no Brasil chegaram ao distante Mato Grosso, de gado solto nas pradarias verdes.” (Mais tarde, Raquel Naveira passou a escrever poesia sobre os imigrantes, romanceiros, poemas dedicados a amigas árabes e armênias, registrando suas lembranças. É integrante da Academia Matogrossense de Letras. Leitora do nosso Informativo, assim se expressa (S.A.):
“Hoje, em ares bandeirantes, perpetuo a amizade e a admiração pelos armênios através da professora Sossi Amiralian e participo espiritualmente dos costumes, da política e da história armênia, através do Informativo Armênia, que me é repassado com a constância e dedicação daqueles que têm uma missão cristã de identidade, de paz e de conciliação. Daqueles que hasteiam a bandeira da Beleza e da Fé de Ser Armênio”. (Raquel Naveira, poetisa matogrossense, em “ares bandeirantes”)


Fundadores: Aharon e Zabel Sapsezian
Editora e Redatora: Sossi Amiralian
SP. 10/02/2010




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