A Guerra de Vartan (451 d.C.)
Durante o período de dominação persa, o rei desse povo, Hazguerd, quis abolir o
Cristianismo da Armênia e instituir, em seu lugar, o Mazdeísmo. O general Vartan
Mamigonian, os militares e os religiosos reuniram-se e escreveram uma carta ao rei
persa em que lhe asseguravam fidelidade como soberano mas reafirmavam sua fé na
religião cristã, mesmo que isso lhes custasse a vida. Hazguerd, então, declara a
guerra, que começa em 2 de junho do ano de 451, na planície de Avarair.
Os exércitos eram desproporcionais: menos de 60 mil soldados armênios contra cerca
de 300 mil persas, que contavam, ainda, com elefantes, cavalos e camelos. O general
Vartan divide o exército armênio em três fileiras, que lutam bravamente. Quando
uma delas se debilita, Vartan vai em seu socorro e peleja sem cansar, mas é morto
com uma flecha no coração, ao cair da noite.
As lutas continuam durante vários anos nos vales e nas fortalezas, até que o inimigo,
embora superior em força militar, reconhece o direito dos armênios à liberdade religiosa.
Vartan Mamigonian, o herói da batalha de Avarair, simboliza a fé do povo armênio
e seu grande amor à liberdade.