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Origem do Alfabeto (final do séc. VI)


No final do século VI, a Armênia estava dividida entre os persas e os bizantinos. O rei Vramchabuh, que governava a parte sob domínio persa, era esclarecido e amante das letras. Nessa época surgiu entre os armênios o desejo e a necessidade de ter seu próprio alfabeto, pois possuíam língua própria mas utilizavam alfabetos importados de outros povos. Sob o patrocínio de Vramchabuh, o monge Mesrob Machdots vai à cidade síria de Edessa, onde cria as 36 letras do alfabeto armênio. Depois, dirige-se à cidade grega de Samósata para dar acabamento artístico às letras com a ajuda de um calígrafo. Ao voltar para a Armênia, é recebido pelo rei, pelo Katholikós Sahag, pelos nobres e pelos militares: possuir um alfabeto próprio constitui uma grande vitória, uma libertação espiritual para nosso povo. A Armênia passa a ser uma das nações esclarecidas do Oriente e tem início o seu "século de ouro" na literatura. Abrem-se escolas e traduzem-se muitos livros para o armênio, a começar pela Bíblia. Posteriormente, o alfabeto armênio ganhou mais duas letras, chegando ao número atual de trinta e oito. Essa grande quantidade de letras resulta da riqueza fonética da língua armênia. Mesrob Machdots é venerado até hoje como santo e é, sem dúvida, uma das figuras mais importantes de nossa história.

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