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Dikran (99 a.C.)


Com a morte de Artaxias (ou Ardashês), a Armênia cede perante novo inimigo, os partos. Mitridates, o rei parto, exige o pagamento de tributos e aprisiona o herdeiro do trono armênio, Dikran.

Após a morte de seu pai, Dikran é posto em liberdade e intitulado Dikran II. Ele se alia ao rei do Ponto, Mitridates Eupátor, desposando sua filha.

Resguardando-se da ameaça romana, a oeste, e partindo em outras direções, Dikran derrota os partos, toma-lhes a Medéia do Norte, o Curdistão e todo o norte da Mesopotâmia. Deixa esses territórios sob a proteção dos Albanos e Íberos. Avança, em seguida, sobre o reino Selêucida, conquistando a Cicília e toda a Síria, inclusive Antioquia.

A Armênia alcança seu apogeu. Dikran II domina toda Ásia Oriental, feito alcançado apenas pelos persas aquemênidas e pelos selêucidas da Síria. Uma nova capital é construída no sul da Armênia e chamada de Dikranocerta. É uma cidade magnífica, que infelizmente vem a ser destruída ainda em vida de seu próprio criador.

O espantoso desenvolvimento do Império Armênio causa a Roma o mesmo sentimento de ameaça de Antíoco III. O confronto era inevitável e foi precipitado pelo general romano Lúculo.

Em uma batalha, Lúculo vence Mitridates, sogro de Dikran II. Mitridates refugia-se junto a seu genro, e Lúculo invade a Armênia sem a autorização do senado romano. A primeira campanha é um grande exemplo de ousadia e estratégia, e o exército romano vence, em 69 a.C., a batalha de Dikranocerta, uma de suas mais belas vitórias.

Dikran abriga-se no coração das montanhas armênias e reorganiza seu exército, aguardando nova investida romana. Lúculo ataca no verão, mas vê-se diante de um adversário muito coeso, organizado militarmente e que não se deixa vencer. O inverno chega, terrível como sempre, e torna calamitosa a situação do exército romano, que fora atraído até as montanhas. O general romano assiste ao enfraquecimento diário de suas tropas até a derrota final, com ataques combinados de Dikran e Mitridates.

Lúculo é julgado e destituído pelo senado romano. Pompeu é designado para seu posto e imediatamente retoma a frente de batalha. Porém, Dikran é traído por um de seus filhos, que orienta o exército parto na retomada dos ataques contra a Armênia. Os partos são vencidos, mas não há forças suficientes para conter as poderosas hostes romanas. Dikran II rende-se a Pompeu. Este, em um gesto admirável, recoloca a coroa na cabeça do soberano armênio. Dikran aceita o protetorado romano, paga um tributo considerável - 6.000 talentos de ouro -, e abre mão de todas as suas conquistas. O reinado de Dikran II, o Grande, maior soberano de toda a história da Armênia, durou de 95 a 55 a.C.

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