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Da Independência da Armênia à República Soviética


Março de 1917, esfacela-se o império russo, as autoridades russas abandonam Tíflis, o Cáucaso está desgovernado.

Organiza-se o governo central provisório de Petrogrado, constituindo um alto comitê para a Transcaucásia, composto por 5 membros da Duma: o presidente, 1 russo, 2 georgianos, 1 armênio e 1 tártaro.

Tentativa que fracassa, pois os funcionários abandonam seus postos, impedindo o sucesso do comitê, instala-se em seu lugar a anarquia no pior sentido da palavra.

O único ponto positivo desta situação, foi o agrupamento dos armênios em um corpo especial do exército organizado em 1917. Liderados pelo General Nazarbekov, este grupo seria a única formação militar capaz de combater os turcos. Outubro de 1917 aflora a revolução Bolchevique. O Alto Comitê é substituído por um Comissariado da Transcaucásia que foi nomeado pelos Conselhos de Operários e Camponeses. Agora 3 georgianos, 3 armênios, 2 russos e 4 tártaros e; por sua vez, um parlamento Transcuacasiano, denominado Seim. Curioso é a antipatia tanto do Comitê quanto do Seim, em relação à revolução - os georgianos, social-democratas; os armênios, tachnak; os tártaros, membros do "mussavat", um partido radical burguês, paradoxalmente pan-islâmico, pró-turco e aliado aos bolchevistas.

Todos os soldados russos dirigiram-se à causa revolucionária, os cossacos mantiveram seus postos por mais um tempo e seguiram seus camaradas; em meados de 1918 restava na frente de batalha contra os turcos, apenas soldados armênios e oficiais russos.

Mesmo porque, a Rússia Soviética assinou um tratado armistício com a Turquia, em 17 de dezembro de 1917 e, já discutia a paz com os impérios centrais, Alemanha, Áustria-Hungria, Turquia e Bulgária.

Enquanto isto, os armênios esperavam a derrota dos bolchevistas; assim a Rússia voltaria a atacar os turcos. A 3 de março de 1918, os Sovietes assinam em Brest-Litovsk, um tratado com os impérios centrais, a paz está sacramentada. O artigo 4 dizia respeito à Questão Armênia: "A Rússia fará tudo o que estiver ao seu alcance para assegurar a evacuação tão rápida quanto possível das províncias da Anatólia Oriental e sua metódica restituição à Turquia. Os círculos de Ardahan, de Kars e de Batum serão igualmente evacuados sem atraso pelas tropas russas." A delegação Transcaucasiana recusa esse tratado e reinicia o conflito junto aos turcos. No retorno da delegação, há uma sessão muito tumultuada no Seim; onde os muçulmanos - partidários da paz - discutem com os armênios e georgianos - partidários da continuidade da hostilidade. Em 22 de abril de 1918, a assembléia rompe o relacionamento com os russos e proclamam a República Democrática Federativa Independente da Transcaucásia. Um novo estado composto pela Geórgia, Armênia e Azerbaijão, tendo Tchnkeli como presidente, um georgiano.

Os armênios votam contra a independência; afinal, quem iria apoiá-los no combate contra os turcos? Nem os georgianos, nem os tártaros do Azerbaijão estavam dispostos a auxiliar os armênios; enquanto se desenrola a discussão, os turcos invadem Kars.

Tchenkeli faz uma nova tentativa para conseguir a paz - uma nova conferência turco-transcaucasiana, efetuada em Batum a 3 de maio de 1918. A Georgia, sob a proteção alemã desde 1917, coloca um general alemão para assití-la. O novo tratado deveria ter as bases do Tratado de Brest-Litovsk, mas os turcos desde o início das negociações, exigiam além; em particular, a utilização de todas as estradas de ferro da Transcuacásia para transportar suas tropas, visando outro combate contra os ingleses na Mesopotâmia e na Pérsia.

Sem aguardar o resultado das negociações, os turcos mantêm suas estocadas, chegando até Alexandropol - uma maneira de pressionar o governo transcaucasiano - tendo pela frente Tíflis e Yerevan. Neste momento encontram-se com o exército armênio, comandado pelo General Nazarbekov, que lança o desafio a seus homens: "se não conseguirmos defender nosso país, nossa liberdade e nossa honra de armas à mão, não somos dignos de viver como nação. Soou a hora em que devemos assegurar nosso futuro ou perecer".

Comandados também pelo General Antranik e o comandante Tro, os armênios resistem com 7.000 homens contra 15.000 turcos em Karaklis, entre outras batalhas heróicas. Deteram os turcos e inverteram a ofensiva em 4 dias; mas logo a munição acabou e os turcos retomam a ofensiva em direção a Yerevan, onde são novamente detidos em Sardarabad. Mas ao norte de Alexandropol, eles avançaram sem maiores dificuldades, o exército georgiano não ofereceu uma grande resistência; agora os turcos aproximam-se de Tíflis. Enxergando seus interesses, a Geórgia decide proclamar sua independência, rompendo com a Federação Transcaucasiana.

Essa atitude repercuti também na declaração da independência do Azerbaijão e da Armênia.

Em Tíflis, a 18 de maio de 1918, o Conselho Nacional Armênio declara a independência completa: "O Conselho Nacional, ante a nova situação criada pela dissolução da unidade política da Transcuacásia e a declaração de independência da Geórgia e do Azerbaijão, declara-se a única e suprema autoridade das províncias armênias. Em conseqüência de certas circunstâncias graves e adiada por alguns dias a constituição de um governo nacional armênio, o Conselho Nacional se encarrega de todas as funções governamentais para dirigir os negócios políticos e administrativos das províncias armênias."

Após a declaração, o Conselho se transfere para Yerevan, que constitui a capital da Armênia. Apesar da independência, a situação era muito delicada. Os georgianos estavam protegidos pelos alemães e, os tártaros unem-se aos turcos voltando-se contra seus antigos aliados. Se fazia necessário negociar. A Turquia assina 3 tratados com os 3 ex-integrantes do estado transcaucasiano.

No que se refere aos armênios, fica determinado: no artigo 2, as fronteiras da Armênia - restrita agora às regiões de Yerevan, Sevan, Etchmiadzin e Alexandropol -; o artigo 11 trata da evacuação das tropas armênias de Bacu e; no artigo 12, a confirmação do Tratado de Brest-Litovsk.

Indignado e completamente insatisfeito, o General Antranik reúne parte de sua divisão, que era formada por antigas legiões de voluntários e retira-se para as montanhas de Karabagh e do Zankezur, transformando-se na última resistência do Cáucaso até o armistício de Mudros em 31 de outubro de 1918.

O armistício foi assinado pela Inglaterra, representando os aliados e, pela Turquia. Tropas Anglo-francesas do Levante, ao lado de 3 batalhões armênios desembarcam em Alexandreta a 28 de novembro. Visando criar na Cilícia um Centro Nacional Armênio sob proteção francesa; 150.000 armênios migram da Síria e da Mesopotâmia instalando-se nessa área. A Cilícia possui momentos de prosperidade: escolas, artesanato ressurgem, e o Porto de Mersina é reconstruído. Eu disse momentos, pois, algo também reaparece, o exército turco devastando até suas próprias sombras. Forças Kemalistas aliados à turcos fanáticos, fazem as tropas francesas perderem cada vez mais terreno no decorrer de duras campanhas que prosseguem desde novembro de 1919 a fevereiro de 1921 - as tropas francesas estavam reduzidas a efetivos absolutamente irrisórios e tendo de defender-se em duas frentes em conseqüência dos ataques do Emir Faiçal e das intrigas de Lawrence.

Ao final da primeira campanha - novembro de 1919 a maio de 1920 - o General Gouraud, homem que comandava as forças francesas do Levante, assina um armistício provisório para poder centralizar suas forças contra Emir Faiçal, que o atacava pelo Sul, esmagando-o.

Na segunda campanha - junho de 1920 a fevereiro de 1921 - ficou caracterizada por combates muito sangrentos, particularmente em Ain-tab, mas sempre indefinidos, divididas vitórias e derrotas entre franceses e turcos. Com o Tratado de Sévres, a França, que estava empenhada no Levante, renuncia à ocupação onerosa da Cilícia, através de um acordo assinado com os turcos em 20 de outubro de 1921. 100.000 armênios refugiam-se desesperadamente na Síria, Egito, Grécia e Chipre; indo por água abaixo a expectativa de se criar uma Armênia na Cilícia.

Agora a Armênia se vê reduzida, e apesar de independente, a situação agrava-se dia a dia. Recebendo 450.000 refugiados, desses 40.000 apenas em Yerevan; que acampam nas ruínas deixadas pela guerra. Os órfãos são milhares; a fome, a cólera, o tifo assolam esse povo tão sofrido. Em 6 meses 180.000 pessoas perecem, 1.000 por dia em média. A Armênia está novamente ilhada por seus vizinhos hostis. Tíflis fora a capital intelectual da Transcuacásia, Batum e Bacu eram seus portos, a via para o resto do mundo. Completamente isolada, a Armênia corria um risco constante. Entretanto; a Armênia é como uma árvore sempre pronta a dar frutos.

O Ministério, preponderantemente Tachnak, organizado pelo Presidente Katchaznuni, tenta reestruturar o país. Funda uma Universidade, adota medidas em favor da industrialização e; ergue um grande símbolo da nação armênia, sua bandeira: com 3 faixas horizontais, a de cima vermelha, a do meio azul e a de baixo laranja. Infelizmente, a competência desses homens não esteve no mesmo patamar que a sua boa vontade. Deveria germinar uma prefeitura para os tempos atuais, mas criaram a estrutura de um império. Funcionários se multiplicam, embaixadores e cônsules espalham-se pelo mundo.

Os Tachnak foram grandes líderes na heróica resistência, mas pouco conhecimento possuíam para administrar o estado. O armistício de Mudros, assinado em 31 de outubro de 1918, entre aliados e turcos, confirmando a derrota dos turcos, deveria trazer prosperidade finalmente aos armênios. Mas, ironicamente, ele dificulta esse desenvolvimento. Devido ao isolamento na qual ficou e, também a suas deficiências; pois, os próprios armênios possuem parcela de culpa na reviravolta prejudicial que acontece.

Não enviaram homens hábeis e convincentes como os georgianos. Avedis Aharonian, representava a Armênia Liberal, Boghos Nubar, representando a Armênia Turca e o Katholikós, nobre e rico, figura da burguesia clerical. Propuseram exigências absurdas e insensatas, longe da realidade política.

Deveriam solicitar um Centro Nacional; mas, estimulados, impelidos pela opinião pública, e sem a autorização do governo de Yerevan, esses homens solicitam um Grande Estado, uma Armênia de dois mares, comportando boa parte da Anatólia e da Cilícia. Insistem a favor de um mandato dos EUA, quando o senado desse país é completamente contrário a qualquer compromisso com esse. Graças a essa incapacidade política e diplomática, a Armênia não recebe nem armas, nem material, enquanto elas eram distribuídas a tchecos e poloneses, e sua independência passou a ser reconhecida apenas em janeiro de 1920.

Finalmente é assinado o Tratado de Sévres em 10 de agosto de 1920, entre os aliados e a Turquia, tendo a Armênia como jure. As fronteiras ficam estipuladas assim no artigo 89: "A Turquia e a Armênia, assim como as outras Altas partes contratantes, decidem submeter à arbitragem do presidente dos Estados Unidos da América nos vilaietes de Erzerum, Trebizonda, Van e Bitlis e aceitar sua decisão assim como toda proposição que puder prescrever relativamente ao acesso da Armênia ao mar e relativamente às desmilitarização de todo o território otomano adjacente."

Atribuindo a Armênia a maior parte dos povoados de Erzerum, Van, Bitlis, mais um corredor até o mar no vilaiete de Trebizonda, através de uma sentença arbitral do Presidente Wilson em 22 de novembro.

Estoura a guerra turco-armênia causando o fim da independência.

Durante as discussões do Tratado de Sévres, a Turquia se preparava, enquanto a Armênia não se arma, não se protege. Cláusulas do armistício de Mudros não previam o desarmamento do exército turco. Desde 1919, o exército no Cáucaso, liderado pelo General Kiazim Kara Bekir, torna-se a ideologia da desforra. Logo reúne-se ao General Kemal Ataturk, chefe ilustre do movimento nacionalista turco.

Junto ao Comitê "União e Progresso", os Kemalistas conseguem instalar um governo em Ancara que nega por inteiro o Tratado de Sévres. Governo que faz uma aliança com a nova Rússia, os Sovietes. No mesmo instante, Envers Pacá, sentasse ao lado de Zinoviev, Radek e Bela Kun no Congresso dos Povos do Oriente, em Bacu. A Rússia acabava de conquistar o Azerbaijão e seguia, com o objetivo de reconquistar antigas posições no Cáucaso; já a Turquia de Ancara não pretendia ceder a Armênia-Turca.

Com a ocupação de Esmirna, pelo gregos, a inquietação dos turcos é eminente. Eles, assegurados da passividade dos aliados, pois esses não desejavam sequer arranham a possibilidade de estabelecer relações econômicas na Nova Turquia, atacam a Armênia. Quatro divisões Kemalistas dirigem-se a Olti e Sarikamich, em 22 de setembro de 1920. Enquanto isso, a Armênia decreta mobilização geral, elevando seu exército a 35.000 homens.

Os armênios conseguem deter os turcos até 17 de outubro, quando eles receberam o apoio tártaro do Azerbaijão (ou seja, russo) e, a fome que assola a Armênia.

Em 30 de outubro os turcos entram em Kars e, em 7 de novembro Alexandropol. Os últimos combates se dão até 2 de dezembro de 1920, quando é assinada a paz.

Essa data carrega consigo um grande significado, mostrando-nos o jogo de interesses feito pelos aliados: na primeira assembléia da Liga das Nações, a 15 de novembro de 1920, a Romênia propõe a intervenção à favor da Armênia, proposta recusada pelas grandes potências. A Armênia já não estava mais nos planos, nem nas preocupações européias.

As negociações armeno-soviéticas tiveram resultados menos negativos, porém mais funestos. A pressão comunista e o ataque turco tinha constrangido os armênios a enviar uma missão a Moscou - Missão Chanthderderian. Tchitcherin, ministro dos Negócios Estrangeiros Soviético, inicialmente acolheu favoravelmente os delegados, depois, mudando de atitude, decidiu que as negociações deveriam ser continuadas em Yerevan; para onde enviou um plenipotenciário, Legran, com uma delegação de 47 membros.

Legran propôs aos armênios um acordo com 3 pontos: 1)Renúncia ao Tratado de Sévres; 2) Permissão de passagem às tropas soviéticas que se reuniriam às forças de Mustafá Kemal, para lutar contra os aliados; 3) Aceitação da mediação russa para todas as contestações entre a Armênia e seus vizinhos.

Os armênios recusaram o primeiro ponto, aceitando um novo texto em 22 de outubro de 1920. Porém, os russo, estrategicamente, se demoram a assinar o documento. Causando o fim das esperanças armênias. Kars é tomada em 30 de outubro; dia em que Stalim chega a Bacu para decidir, junto aos comunistas armênios, Anastasios Mikoyan, Avis Nuridjanian, Gassian, Mravian, a queda dos Tachnak e o início do processo de sovietização da Armênia. Apenas após o massacre militar, o Ministro Tchitcherin envia um mediador, que faz sobretudo propaganda comunista. Em Alexandropol, lugar de sua residência, esses tornam-se senhores da cidade; entregam 10.000 jovens armênios para trabalhar nas ferrovias, um ano mais tarde retornam vivos 230.

A Armênia adota um governo de crise, formado por Simon Vratsian, presidente e ministro dos Negócios Estrangeiros, e do General Tro Ganaian, ministro da Guerra. No norte do país, em Itchevan, os comunistas formam o Comitê Revolucionário e dirigem aos turcos a "saudação do proletariado".

Em 2 de dezembro, se dá a "Paz de Alexandropol". A Armênia renuncia ao Tratado de Sévres, perde Kars, Ardahan, Nakhitchevan e, limita seu exército a 1.500 homens. Na mesma data, o Tratado Armeno-russo é assinado com Legran, e um governo provisório Tachnak-comunista estabelece-se. Um dia depois, apesar do esforço de Tro, é proclamada a Armênia uma República Soviética.

Logo após a tomada do poder instala-se o terror em Yerevan: 500 homens são presos, centenas fuzilados, o exército desmobilizado, os soldados agora são russos vestidos como armênios. O historiador B Borian descreve a situação: "O Comitê Revolucionário efetuou requisições sem contemplação e peremptoriamente, sem discernimento e sem distinção de classe social, sem consideração pela situação econômica geral do campesinato nem por seu estado psicológico. A requisição foi feita de modo desordenado; foi executada com violência excessiva. Sem organização, sem disciplina sem ter em conta as condições particulares do país, o Comitê Revolucionário ordenou a requisição e a estatização do abastecimento particular dos citadinos e da provisão de pão dos camponeses. De maneira desordenada, juntou-se tudo: uniformes militares, ferramentas de artesãos, habitações coletivas, roupa branca, vestimentas, móveis dos habitantes etc." (A Armênia, a Diplomacia Internacional e a URSS, Moscou 1929)

A revolta não tarda a ser visível. Fevereiro de 1921, camponeses liderados pelos Tachnak, rebelam-se. Em poucos dias de extrema violência, o governo russo é varrido de Yerevan. Organiza-se um Comitê de Salvação da Armênia, tendo como Presidente Simon Vratsian. Movimento que dura até 2 de abril, quando o exército vermelho entra em Yerevan, restabelecendo o regime comunista, comandados por Alexandre Miasnikian.

Os Tachnak retiram-se em pleno combate, concentram-se no Zanzekur e depois Gaphan; após meses de resistência refugiam-se na Pérsia.

Inicia-se uma repressão impiedosa na Armênia, freada por Lênine. Esse encarrega Miasnikian de transmitir a seus camaradas do Cáucaso que "não se devia reproduzir ao pé da letra tudo o que fora feito na Rússia de 1917 a 1921". No plano do direito internacional a Rússia tinha, pelo Tratado de Moscou, de 16 de março de 1921, abandonado o Tratado de Alexandropol. O artigo 1 fixa a fronteira armeno-turca, confirmando o abandono de Kars e Ardahan. Os artigos 2 e 3 contêm algumas concessões turcas, mas nenhuma beneficiando a Armênia; Batum é cedida à Geórgia e Nakhitchevan passa do protetorado da Turquia ao Azerbaijão, ou seja, ao russo.

Em Paris, representantes dos 3 Estados Transcaucasianos e do Cáucaso do Norte, protestam contra a partilha de suas pátrias entre a Turquia e a Rússia.

Uma declaração inútil, os aliados não se preocupavam mais com o Cáucaso em geral, e muito menos com a Armênia em particular.

Em 24 de julho de 1923, eles assinam com a Turquia, o Tratado de Lausanne, que substitui o de Sévres, não se trata mais nem da Armênia independente, nem mesmo de pátria.

Apenas alguns artigos se referem ao tratamento das minorias armênias da Turquia. A Armênia passa a fazer parte da República Socialista Soviética Federativa da Transcaucásia (Repúblicas do Azerbaijão, Geórgia e Armênia). Quanto às minorias armênias na Turquia, estão cada vez mais reduzidas, à mercê dos turcos e de seu fanatismo bárbaro...

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